domingo, 27 de julho de 2008

Se a tela do monitor conseguisse ler isso tudo que eu gostaria de escrever, ela iria transparecer sorrisos falsos de uma pessoa que não gosta de transmitir a tristeza por entre dias vazios e congelantes.
Se a cama conseguisse sentir todas aquelas mudanças de posições, ela iria dizer que, a pessoa que se encontra em cima, não possui uma posição que acalme a dor, portanto se mexe, e mexe sem sentido algum, porque aquela dor não passa, e na verdade jamais passou, só se camuflou, assim como agora tenta em vão, no meio de tantas alegrias falasciosas.
Se a música escutada agora conseguisse ser cantada por esse ser sem esperança, em sua fala iria se sobresair o tremor de notas e tons, de alguem que realmente não consegue mais enxergar tudo do jeito que sempre esteve, e só escuta milhões de escalas tocadas na guitarra e berros de alguem que canta aquela melodia, por todos nós que não conseguimos.

-

Desculpe me mas eu menti pra você. Disse que não sabia, disse que não sentia, disse que não ligava, disse que não sorria. É que no meio de tantas luzes, de tanta confusão, e de tantos desejos, eu já não sei no que pensar e no que dizer. Eu ja não sei mais se o dever, é mesmo o dever ousó um fogo que pelas entranhas me consome, me traduzindo em algo que posso parecer mas não sou. Desculpe mas tive que escrever, tive que agir, tive que negar, que naquela noite, aquele adeus não era preciso, apenas um virar de costas e um oi no dia seguinte bastava. Desculpe me por tornar aquele momento constrangedor, onde olhos não se encontravam, mãos não se tocavam, pensamentos não se compartilhavam, e bocas não se beijavam. Desculpe me por tudo ser apenas uma ilusão, e um sonho mal pensado e que nunca sera realizado. É que no meu mundo, não existe branco nem preto, minha cor se chama dor. É que no meu redor eu só consigo ver um único grupo de pessoas, nem felizes nem tristes, as pessoas são interesseiras. É que eu não vejo paz em movimento algum, não existe um brusco ou um movimento lento, existe o movimento da perda. E naquela noite, o simples movimento feio em precisos três segundos, não foi nem um pouco rapido, e nem tão devagar, ou um movimento de 3 segundos e transpareceu 3 segundos. É que eu vivo em um lugar que ninguem acredita que sonhos custam. Meu sonho custa e muito. Custa na conta de luz pelo computador ligado ao som de uma música melancolica, custa nos papeis que vivo rabiscando seu nome, custam pelos lenços comprados para minimizar as lagrimas, custam pelas idas e vindas só para te ver. Naquela noite, foi como continuar no meu mundo, porque você poderia me tirar daqui, e ai eu faria um mundo chamado sonho. E lá, o sonho nao custaria nada. Porque aquela noite, ja me custou muito não ter feito com que seus braços se encontrassem nos meus . Ja me cusou muito ter feito com que sua boca em um pedido de suplicio, nao me levasse pro lugar que nunca estive, mesmo se fosse pelos três segundos do adeus e até o dia em que suas confusões se quebrem assim como o espelho que quebro agora com essa pessoa la dentro. No sonho de que ela vá embora. E isso, vai custar uns dez reais no espelho novo, para uma nova pessoa se refletir la dentro.

- E talvez esse texto não seja nem um pouco fictício. Na verdade é um plágio de uma noite sem lembranças, apenas mentiras.

- sem mais e passe bem -

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Se milhões de pessoas entrassem aqui,
pelo menos milhares dessas iriam se ver nesse texto.
Como no máximo umas 5 ou 6 entram aqui, por mês ainda,
talvez esse texto nunca seja lido.

E assim, o seu contexto se expande ainda mais.
Em trinta minutos eu vou falar do nada.

Somos um capuccino. Capuccino matinal,
que é tomado por uma pessoa. Essa pessoa não é um ser,
essa pessoa é uma imagem dos seus sonhos. E nós, somos um capuccino.
A pessoa força, e com gosto e prazer, que o capuccino passe por todos os
processos de digestão. E é nesse processo, começando pela boca, que a pessoa sente o gosto
do ódio, que é a canela, o gosto do amor, que é o doce do açucar, que ela sente o café em si, que é a escuridão, que ela sente o gosto do leite, que é a clareza, e que sente enfim o gosto, la no fim, da agua e do pó, que vendo por esse lado, é o que une todos esses sentimentos e propriedades alimentícias em uma coisa só, no capuccino.
Lembrando que, o capuccino somos nós. A pessoa é o nosso ambiente onirico. E nós somos uma mistura de componentes do capuccino, logicamente. A canela, o açucar, o café, o leite, a agua, e o pó.
O processo de digestão é tão magnifico, que nós não damos valor, em que máquinas somos, mas como aqui somos apenas um capuccino, ele mergulha de uma forma inocente, doce, quente, e sem gosto até, em um ambiente vazio, triste, melancolico e falso.

Esses são seus sonhos?
Então o capuccino se vê, tão perdido, tão confuso, e tão solitário, que grita impiedosamente que precisa sair.
Pois não capuccino. Levanta-se a mulher depois de alguns minutos. Entra, abre, fecha, desce, desce, senta, concenta-se, espera, pega, limpa, joga, sobe, sobe, da, abre, pega, esfrega, lava, fecha, seca, abre, sai.
Uma tragetória feita por verbos e somente verbos fica tão vazio, talvez então como a mulher, que deixa aliviada o banheiro.

E enquanto a nós? Nós viramos um nada. Pois bem, a muher continua com seus afazeres trabalhisticos, adicionado a ela, o açucar, o leite, a agua, e algumas porções do pó dissolvido. Coisas boas não? Vendo pelo ponto de que, o açucar, era o doce, o leite a clareza, e a aua o que unia.
Mas e o resto? E o ódio, a escuridao, o amor? Pois não, foram pelo vaso a fora, cai e algum esgoto e apodrecer até virar, um nada!
Mas e a mulher? Saiu de bem com isso?

Então se lembre de que a mulher era um ambiente onirico, quantos capuccinos como aquele ela toma? Um ambiente de sonhos nunca muda. Todos sempre querem o melhor, mas nunca fazem por merecer. Já a nós ? o Capuccino? Viramos um nada, com todas as coisas ruins impregnadas.

Mas lembrem-se tambem, mulheres no Brasil, atualmente, vivem até uns 80 anos no máximo. Pode ser que quando este ambiente se perder entre outro no lugar que absorva as coisas ruins e deixe o capuccino com as coisas boas.

Mesmo assim, viraremos um nada. E a mulher quando morrer? Sera comida por vermes.

É, um nada.

~- eu não vou mentir, eu tô chateada, mas fazer o que. a vida segue. e eu sigo tomando meu capuccino de pózinho :D -~

sábado, 5 de julho de 2008

sobre o asfalto.

Porque nunca ninguem falou sobre o afalto ?
Porque nunca ninguem fala das ruas ?
Porque ninguem fala de cimento areia cal e um pouco de agua ?
Avenidas, pontes, tuneis ?

Porque asfaltos gardam uma lembrança inigualável as suas,
porque ninguem sabe como estava o humor daquele cidadão que misturava
tão cansado com suas glandulas sudoriparas em ebulição aquela massa heterogênea e
pesada. Mas ninguem ousa pensar o que ele sentia, e se aquele sentimento foi transmitido
para aquela pá, por entre mexidas e remexidas

Porque asfaltos tamam uma vida saudável e calma naquelas terras, naquele barro,
naquela grama, naquela vida. Porque de um jeito ou outro, tudo o que é verde é vida,
e porque não o marrom tambem, o amarelo o lilas o preto ?

Porque asfaltos guardam sonhos de gente que perdeu seu barraco, seu cantinho,
seu cafofo, sua cabana, sua casa de pau a pique, o seu lar doce lar.

Porque asfaltos trazem marcas incuráveis de mortes no transito, xingamentos de pessoas enfurecidas pelo caos do trafego, blitz de policiais corruptos.

Porque asfaltos lembram viagens interminaveis, quilometros percorridos, fugas de assalto a mão armada.

Mas esse asfalto está tão cansado, pela chuva que cai sem um pingo de dó, pelo sol que queima enfurecidamente, por pessoas que fazem dele um guardador de memórias ruins.

não tem um fim pra esse texto. ta tão sem sentido que é melhor deixa-lo assim. Antes o asfalto do que nós pra ser um guardados de memórias indesejadas.
Antes o asfalto do que nós pra tampar vidas passadas. Antes o asfalto do que nós pra receber todo aquele peso, que concerteza não aguentaríamos.

Antes o asfalto pra tirar as nossas vidas, do que uma bala de arma entrando lentamente em nosso pulmão que tentava pelo menos guardar aquele ar tão denso e incerto.

~ Antes o asfalto. - sem mais -

sexta-feira, 4 de julho de 2008

:D

só pra atualizar ...
hoje eu tô pra escrever, mas to sem saco ;x
sabe como é, quando milhões de ideias pairam sobre
sua mente, que borbulha em confusões e felicidades imediatas,
o que nos resta fazer, é deixa-las la por um bom tempo,
até a vontade de digitar chegar, ou então até elas sumirem,
ou, melhor ainda.
Provoque as. Assim elas param de nos atormentar.
Até amanhã de manhã, meu cerebro já tera atualizado
novos pensamentos, e ai eu posto aqui.

- texto de ontem -

.eu tô tão bem, por saber que o que iria acontecerrealmente esta acontecendo.eu tô tão bem em saber que, eu consigo, e pensei que não,mas consigo estar segura de mim mesmo e de tudoque se passa por entre a cabeça e o coração,e olha que é um caminho cheio de cicatrizes, marcas e confusões. Mas que no fim, a gente consegue dar um jeito.eu tô tão bem, que desembestei em escrevercoisas que fazem sentido nesse minuto, masnão sei se naquele outro irão fazer.mas eu tô tão bem.eu só me preocupo em tentar saber,se o que eu sinto agora, vai durar até amanhãquando o sol se por.porque eu ainda quero te ver enquanto não é dia.te ver daquele mesmo modo de anos atras, quandovocê estava tão distante, mas a cada oi em uma página qualquer do IE, você ficava tão mais próximo.e agora que você esta aqui, sob meus olhos,eu não sei o que fazer, e nem se um oi vai resolver.mas eu tô tão bem .~ não sei o que é pior, se é a conformidade,ou se é a falta de motivação pra tentar.

- lembrem-se que o ontem não é mais o hoje, mas
que as idéias podem ser as mesmas, depende do ponto de vista,
depende dos sentidos, depende da motivação e depende
dos acontecimentos -

ah, eu to com sono e to levemente tonta .

Boa noite (Y)