quinta-feira, 29 de maio de 2008

Um dia, um pequenino ser com dispositivos voadores - um par deles - com um cobertor de penas ao seu redor, bem colorido, bem puro e bem inocente me disse: na vida, há pessoas e pessoas, aquelas que você leva pra tomar um chá na sua casa na fazenda dstante de tudo e todos, relembrando os 30 anos passados, e aquelas que você leva pra sua casinha universitária pra tomar um café gelado do outro dia por 15 minutos, e no máximo isso.

Mas, o pequenino voador esqueceu de me contar, que não importa o que houver, não importa a distancia de palavras soltas que saem da boca e nao alcançam meu ouvido, não importa o simples gesto de um abraço corrido e um tanto quanto folgado, não importa uma simples conversa profissional e só, aquelas que tricotaram comigo, nunca serão esquecidas, e as memórias e atos, nunca serão mudados, não importa o tempo, a distancia de alguns passos, o pouco caso de alguns dias, as lagrimas de outro. Não importa. Porque essas algumas e raras pessoas, sempre estarão aqui, comigo, aonde quer que eu vá.
Num sonho distante, num deja vu, num reflexo, na pasta minhas imagens, nos trabalhos de escola que sempre vão pro lixo, na música que entra tão longe por dentre os timpanos.

Nenhum passarinho me disse, mas eu descobri em um montante de 135000 dias, ou um pouco mais, que um esquilinho é um ser tão doce e inofensivo, e que esta sempre ali pra dividir a sua noz. Mas tambem é tão fragil, que não pede um abraço, e apenas espera pra que ele venha de bom grado. Tão espontâneo que da pulos de alegria apenas por encontrar um abrigo confortável e seguro em palavras fora de ordem, mas que saem de uma boca calma e amiga. E tão, mas tão lindo que vê nos olhos de cada um, a pureza e a alegria que cada um pode lhe dar.

Nenhum passarinho me disse, nem mesmo algum esquelinho. Mas nesses tantos dias passados, eu descobri que um caranguejo tem presas pra se defender de todos que lhe desejam mal, mesmo esses raros seres tolos, nunca consigam tal proeza, porque essa pequena aqui que escreve vai estar ali. Para proteger, e para ser um porto seguro. Mas mesmo sabendo que suas presas de nada servem porque a necessidade da mesma nao vem ao caso, ela as guarda, para defender aos outros que precisam. Um caranguejo é tão vermelinho, e traz em si a paixão de entrar no meio de infinitas areias, para achar o melhor caminho, e mostrar a todos que o seguem. Porque esse caranguejo, comporta a harmonia em seu pequeno coração. E suas presas, nada machucam quando aquele abraço apertado lhe é dado. e seus olhinhos em cima da cabeça, servem para ver o além, o certo e o errado, o futuro, o que nos resta, o momento que a esperança aparece, a alegria, e todas as cores de todas as nações.

Eu sei, e não descobri, porque já nasceu comigo, que tanto o esquilo, quanto o caranguejo, são inofensivos para mim, e fazem uma falta tão grande nesse coração mediocre, que a unica coisa que resta é escrever. E são tão iguais por fora, mas tão diferentes na alma, que e meus olhos, eu apenas vejo uma doçura digna de aplausos futuros, abraços passados, e lembranças presentes. E a cada dia que olho pra trás, libero um suspiro e digo, a como amar vocês vale a pena, e como eu quero que isso dure, até os dias em que eu estiver com cabelos brancos e um olhar cansado. E contar para os netos que .. um dia na minha vida, eu entrei na escola, e uma garota não me deu oi... um dia eu entrei na escola e uma garota disse que gostava do sawyer como eu... um dia quando o meu 3º ano acabou, vi o sucesso de duas garotas e aplaudi. E que agora, meu netinho, essas duas garotas estão vindo aqui tomar um chá e relembrar que o ultimo dia de aula, foi recheado de lagrima, de saudade, de alegria, e de uma certeza, que eu ainda as veria.

~~ sem mais.

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